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Estudante do Colégio Chaminade cria kit para ensino de tipagem sanguínea

Naira, do Ensino Médio do Chaminade, desenvolve pesquisa sobre ensino de tipagem sanguínea pelo PIBIC-Jr da Unesp e leva a proposta a outros estudantes e educadores

IC - Naira

No Colégio Chaminade, a Iniciação Científica é uma oportunidade para que os estudantes do Ensino Médio assumam o protagonismo na construção do conhecimento, desenvolvendo pesquisas, aprofundando temas de interesse e vivenciando, na prática, diferentes etapas do fazer científico. É esse o percurso de Naira, aluna da 2ª série do Ensino Médio, que desenvolve uma pesquisa voltada ao ensino de tipagem sanguínea na Educação Básica, sob orientação dos professores David e Jonas e com vínculo à Unesp de Bauru por meio do PIBIC-Jr (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica Júnior), iniciativa que busca aproximar alunos do Ensino Médio da produção científica. 

O sistema sanguíneo ABO é um dos temas centrais do ensino de Genética no Ensino Básico e, seu teste prático, exige ambiente específico e materiais de alto custo.   O projeto desenvolvido por Naira visa ampliar as possibilidades de abordagem do conteúdo, sendo uma importante ferramenta de baixo custo e segura para colocar em prática conceitos científicos. Quando trabalhado de forma contextualizada, o tema contribui para transformar conteúdos teóricos em experiências de aprendizagem mais significativas. 

Um kit para simular, na prática, a tipagem sanguínea 

Como parte do processo de pesquisa, foi desenvolvido um kit de química que simula o teste de tipagem sanguínea, com reagentes que demonstram a coagulação do sangue, além de uma fórmula de sangue falso produzida especificamente para a atividade. 

Naira compartilhou sua experiência e seus conhecimentos com estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental 2 e da 1ª série do Ensino Médio. Durante o encontro, apresentou aspectos de sua pesquisa e conduziu uma atividade prática sobre a identificação do sistema ABO no sangue, de forma a aproximar os alunos dos conceitos estudados em sala de aula. 

A vivência possibilitou não apenas a troca de conhecimentos, mas também evidenciou a importância do protagonismo estudantil na aprendizagem. Ao pesquisar, compartilhar e ensinar, Naira ampliou sua própria formação e contribuiu para que outros estudantes tenham contato com a ciência de maneira prática e significativa.