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Aluna do Chaminade estuda flor do hibisco como alternativa a indicadores químicos tóxicos

Projeto de Iniciação Científica, aprovado pela Unesp, avalia opção sustentável a indicadores sintéticos de pH 

 

Uma flor comum em jardins brasileiros pode se tornar aliada da química sustentável nas salas de aula. Essa é a proposta de Giovanna, aluna da 2ª série do Ensino Médio do Colégio Chaminade, em Bauru, no projeto "Estudo da flor do hibisco como indicador ácido/base natural", aprovado no PIBIC-Jr, da Unesp. 

O problema: indicadores sintéticos, tóxicos e caros 

Apesar da ampla utilização de indicadores sintéticos comerciais em laboratórios, muitos desses reagentes apresentam toxicidade e alto custo, o que impulsiona a busca por alternativas sustentáveis, ecológicas e acessíveis. É nesse contexto que o extrato de hibisco, rico em antocianinas, se destaca como uma substância promissora no campo da química verde, devido à sua capacidade de alterar a coloração em diferentes níveis de acidez e alcalinidade. 

Química verde: alternativa mais segura e sustentável 

A escolha de um indicador de origem vegetal alinha-se com os princípios centrais da Química Verde: o uso de substâncias sustentáveis, que buscam reduzir resíduos – e consequentemente o impacto ambiental - e o uso de produtos tóxicos, promovendo processos e acessos mais eficientes por meio de matérias-primas renováveis. 

  

Antocianinas: o pigmento natural que muda de cor conforme o pH 

 As antocianinas são um pigmento natural, solúvel em água, e responsável pelas cores azul, roxo, rosa e vermelho em diversas frutas e vegetais. Quando utilizadas em aplicação com pH mais baixo, apresentam tons de vermelho ou rosa e, com pH mais alto, tons de azul e roxo – por isso podem ser usadas como indicadores naturais de acidez e alcalinidade. Essas reações são desencadeadas, pois a estrutura molecular se altera conforme o índice de pH da solução em que está em contato. 

O experimento: do extrato bruto à mudança de cor 

O objetivo do trabalho é avaliar a eficácia e a viabilidade do extrato de hibisco como indicador natural de pH, com foco específico em meios básicos. Para isso, será preparado um extrato bruto a partir das flores secas de hibisco, testado em soluções aquosas de diferentes faixas de alcalinidade, em tubos de ensaio. A eficiência do indicador será avaliada pela mudança de cor nítida e característica observada nesses meios. 

O método empregado permitirá uma análise qualitativa simples e eficaz, contribuindo para o desenvolvimento de práticas laboratoriais mais sustentáveis, econômicas e seguras para o ensino e a pesquisa em Química. 

O projeto reforça o compromisso do Colégio Chaminade com o ensino de excelência. Desde a 1ª série do Ensino Médio, os alunos são estimulados a executar projetos de iniciação científica, com condições similares às produções universitárias.  

Ao vivenciar a ciência na prática, o estudante assume o protagonismo na criação de soluções com impacto real para a sociedade. 

  

Referências: 

GIVAUDAN SENSE COLOUR. Why do anthocyanins change color? [S. l.], 2026. Disponível em: https://learn.ddwcolor.com/why-do-anthocyanins-change-color/. Acesso em: 30 set. 2026.  

GONÇALVES, Jhonilson Pereira. Química verde. Manual da Química, [S. l.], [2026]. Disponível em: https://www.manualdaquimica.com/quimica-ambiental/quimica-verde.htm. Acesso em: 30 set. 2026.