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Um equipamento simples, mas essencial em qualquer laboratório de Química: o agitador magnético, responsável por homogeneizar soluções em experimentos do dia a dia. Foi justamente esse dispositivo que Pedro, aluno da 1ª série do Ensino Médio, decidiu reinventar em versão acessível no projeto "Construção de agitador magnético de baixo custo", aprovado no PIBIC-Jr da Unesp e idealizado ainda no 9º ano do Ensino Fundamental 2, por meio do programa “Jovem Pesquisador”, do Colégio Chaminade.
Um problema conhecido nas escolas brasileiras
O elevado custo dos equipamentos laboratoriais no Brasil limita o acesso de escolas a laboratórios de ciências, impactando diretamente o ensino prático. Levantamentos de instituições de ensino técnico e superior apontam que, apesar de sua relevância para a rotina de laboratório, muitas instituições de países em desenvolvimento não dispõem de agitadores magnéticos devido ao seu custo (Santos; Braga Junior, 2023), que pode ficar em torno de R$ 1.5 mil no mercado - valor que, em contextos de orçamento escolar limitado, inviabiliza a compra do equipamento.
Diante disso, o projeto de Pedro tem como objetivo construir um agitador magnético de baixo custo e boa funcionalidade, capaz de possibilitar a implementação de instrumentos essenciais em laboratórios escolares e melhorar o aprendizado prático em Química.

Como o protótipo funciona?
A metodologia partiu da modelagem e impressão 3D de uma estrutura organizadora, na qual foi instalado um cooler de CPU com dois ímãs retangulares de polos opostos fixados ao centro. O sistema foi integrado a uma fonte de 12V e regulado por um potenciômetro para controle de velocidade. Ao ser acionado, o protótipo rotaciona uma barra magnética dentro do recipiente com a substância, promovendo a agitação do líquido - reproduzindo, com peças acessíveis, o princípio de funcionamento de um agitador comercial.
O que o projeto representa
O dispositivo desenvolvido por Pedro aparece como uma alternativa viável e acessível para democratizar as atividades práticas e a experimentação científica na educação básica. Mais do que resolver um problema técnico pontual, o projeto se conecta a um movimento maior dentro do ensino de ciências brasileiro: o uso de impressoras 3D como instrumento para produção de ferramentas didáticas de baixo custo, tornando possível equipar laboratórios escolares que, de outra forma, dependeriam de doações ou de recursos orçamentários limitados.
O projeto reforça o compromisso do Colégio Chaminade com o ensino de excelência. Ao vivenciar a ciência na prática, o estudante assume o protagonismo na criação de soluções com impacto real para a sociedade.
Referências
SANTOS, Maria Gorete Pinto; BRAGA JUNIOR, Gilson Fernandes. Desenvolvimento de um agitador magnético de baixo custo com função de aquecimento. Revista de Engenharia e Tecnologia, Ponta Grossa, v. 15, n. 1, 2023. Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/ret/pt_BR/article/view/21580. Acesso em: 5 out. 2026.