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Projeto de Iniciação Científica do Colégio Chaminade testa bioadsorvente contra o chumbo

Aprovado no PIBIC-Jr da Unesp, estudo avalia filtro de casca de banana e fibra de coco para remover chumbo da água 

 

A casca da banana e a fibra do coco costumam ir direto para o lixo. Para Lara, aluna da 2ª série do Ensino Médio do Colégio Chaminade, esses resíduos são o ponto de partida de uma pesquisa sobre tratamento de águas contaminadas. O trabalho “Estudo da remoção de chumbo de águas contaminadas utilizando um bioadsorvente de casca de banana e fibra de coco” foi aprovado no PIBIC-Jr da Unesp de Bauru. 

 

O problema: metais pesados na água 

A contaminação de águas por metais pesados é um dos principais problemas ambientais da atualidade por causa da elevada toxicidade, da persistência e do potencial de bioacumulação desses contaminantes. O chumbo se destaca entre eles pelos efeitos nocivos aos ecossistemas aquáticos e à saúde humana, tornando necessária a busca por tecnologias eficientes e sustentáveis para removê-lo. 

 

 

A proposta: bioadsorção com resíduos agroindustriais 

A bioadsorção usa materiais de origem biológica para reter contaminantes presentes na água. Resíduos como a casca de banana e a fibra de coco são alternativas de baixo custo e de elevada viabilidade ambiental. 

O objetivo do trabalho é desenvolver e avaliar um filtro sustentável de casca de banana desidratada e fibra de coco para remover chumbo de soluções aquosas contaminadas. 

 

Como o filtro será construído e testado 

O preparo da biomassa envolve desidratação, secagem e trituração dos materiais, que serão organizados em camadas alternadas dentro de uma garrafa PET adaptada como filtro. Em seguida, uma solução de nitrato de chumbo de concentração conhecida passará pelo sistema. A eficiência será medida por análises colorimétricas da concentração residual do metal. 

A expectativa é que os grupos funcionais presentes na biomassa promovam elevada capacidade de adsorção do chumbo e demonstrem o potencial desses materiais como bioadsorventes. 

 

Mais do que tratar água 

Além de contribuir para o tratamento de águas contaminadas, o estudo incentiva o reaproveitamento de resíduos orgânicos e o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis e acessíveis, alinhadas aos princípios da economia circular. A pesquisa também mostra como a ciência escolar pode partir de problemas ambientais reais e de materiais do cotidiano. 

O Colégio Chaminade é o único colégio particular de Bauru a participar do PIBIC-Jr e registrou o recorde interno de 9 projetos aprovados em 2026, reforçando o compromisso da instituição com o ensino de excelência.