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Como a nanotecnologia pode ajudar a tratar o câncer? Pedro, aluno da 2ª série do Colégio Chaminade, respondeu a essa pergunta com um modelo que pode ser montado em sala de aula. O projeto “Modelo educacional de terapia fototérmica utilizando nanopartículas de Fe?O?” foi aprovado no PIBIC-Jr, da Unesp de Bauru.
O contexto: um desafio de saúde pública
O câncer é um dos principais problemas de saúde pública do mundo. Ele se caracteriza pelo crescimento desordenado de células que podem invadir tecidos e órgãos e originar metástases. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 781 mil novos casos por ano entre 2026 e 2028.
Nesse cenário, a terapia fototérmica surge como alternativa promissora aos tratamentos convencionais. Ela usa luz laser ou infravermelha associada a nanopartículas para provocar aquecimento localizado e destruição seletiva das células tumorais. A proposta é reduzir os danos aos tecidos saudáveis e os efeitos colaterais.

O projeto: ensinar o princípio, de forma segura e acessível
O objetivo do trabalho é desenvolver um modelo didático que demonstre os princípios da terapia fototérmica com nanopartículas de magnetita (Fe?O?). Trata-se de um recurso de divulgação científica e ensino. Não é um tratamento.
As nanopartículas serão sintetizadas por uma rota de Química Verde, pelo método de coprecipitação. O extrato de casca de batata entra no processo junto com cloreto ferroso tetraidratado (FeCl?·4H?O) e carbonato de sódio (Na?CO?).
A demonstração usa um ovo descalcificado por tratamento ácido como modelo de célula tumoral. As nanopartículas são inseridas no ovo e ativadas por um feixe de laser, simulando o efeito fototérmico.
O que o modelo pode oferecer à educação
Espera-se que o modelo facilite a compreensão dos fundamentos da nanotecnologia aplicada ao tratamento do câncer e contribua para a divulgação científica e para o ensino de conceitos relacionados à terapia fototérmica. O trabalho evidencia o potencial da Química Verde na obtenção de nanomateriais de forma mais sustentável, integrando conhecimentos de Química, Física, Biologia e Nanotecnologia em uma proposta didática de baixo custo e fácil reprodução em outras instituições de ensino.
O Colégio Chaminade é o único colégio particular de Bauru a participar do PIBIC-Jr e registrou o recorde interno de 9 projetos aprovados em 2026, reforçando o compromisso da instituição com o ensino de excelência.