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Aluno do Chaminade pesquisa masculinidade e cidadania em escolas públicas

Projeto investiga como as normas de masculinidade afetam o desenvolvimento dos adolescentes na escola pública 

O que significa “ser menino” na escola e quanto isso custa emocionalmente? Felipe, aluno da 2ª série do Ensino Médio do Colégio Chaminade, investiga essa pergunta no projeto “Masculinidade hegemônica e o desenvolvimento do adolescente: o conceito de cidadania na escola pública”, aprovado no PIBIC-Jr, da Unesp Bauru. 

O ponto de partida: normas rígidas e silêncio 

O trabalho busca compreender as concepções coletivas de masculinidade hegemônica entre os garotos do Ensino Fundamental de escolas públicas e as possíveis complicações que esse conceito causa no ambiente social. Ao serem expostos a normas culturais rígidas, os garotos muitas vezes silenciam suas formas autênticas de viver para conquistar a aceitação social. 

O que a pesquisa pretende analisar 

O estudo se aprofundará nas obras da socióloga Raewyn Connell e em teorias sobre o desenvolvimento do adolescente no meio escolar, incluindo as áreas estudadas por Lev Vygotsky. A análise abordará a formação cidadã desde a educação primária e investigará como as cargas emocionais e as pressões sociais interferem no crescimento individual e social dos meninos. 

O objetivo é entender os comportamentos hegemônicos dos adolescentes e suas ações no ambiente escolar, além de como essas condutas influenciam a ideia do que é o masculino na sociedade. A pesquisa também presta atenção às intersecções de raça e classe, que tornam o cenário mais complexo no contexto das escolas públicas brasileiras.  

Iniciação Científica também nas Ciências Humanas 

O trabalho de Felipe mostra que a Iniciação Científica no Ensino Médio vai além das ciências da natureza. A pesquisa em Ciências Humanas e Sociais exige leitura de referenciais teóricos, análise crítica e olhar sobre a realidade social, conectando a vida escolar ao compromisso com a cidadania. 

O Colégio Chaminade é o único colégio particular de Bauru a participar do PIBIC-Jr e registrou o recorde interno de 9 projetos aprovados em 2026, reforçando o compromisso da instituição com o ensino de excelência.